O novo aliado de Uribe
Em maio último, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado a participar das comemorações do 198º aniversário da independência da Colômbia, em 20 de julho, a ex-senadora Ingrid Betancourt ainda era refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o presidente colombiano Álvaro Uribe não era propriamente o interlocutor preferencial de Brasília, entre os governantes sul-americanos. Desde a sua primeira eleição, Lula só tinha feito uma visita à Colômbia, em 2005. Mais uma vez, no entanto, a sorte o contemplou. De maio para cá Uribe ganhou projeção mundial com o espetaculoso resgate de Ingrid e de 14 outros prisioneiros das Farc, no começo do mês - demonstrando o acerto da sua política de linha-dura contra a narcoguerrilha.
Depois dessa vitória, o governo de Bogotá resolveu transformar a passagem da data nacional do país, este ano, em marco da luta pela libertação dos mais de 700 cativos em poder das Farc, promovendo manifestações de massa nas principais cidades colombianas (que se reproduziriam em 90 centros do exterior). A celebração oficial foi em Letícia, na fronteira com o Brasil e o Peru. Ali, junto com o anfitrião e o peruano Alan Garcia, com os quais assinaria um acordo de cooperação militar contra a droga e o contrabando na região, Lula molhou as mãos com tintas azul e amarela, as cores colombianas, para imprimi-las num muro grafitado com apelos pela liberdade dos seqüestrados.
E assim Lula deixou a marca que simboliza a sua nova condição de aliado de Uribe no combate ao farquismo. Antes tarde, é o caso de dizer. Por sinal, no seu primeiro discurso em Bogotá, depois do cativeiro, Ingrid não incluiu o governo brasileiro entre aqueles aos quais agradeceu por seus esforços para libertá-la - e, efetivamente, não teria por que fazê-lo.
Agora, a página da omissão parece virada. Doravante, se quando a soltura dos reféns passar por algum tipo de negociação internacional, o Brasil estará a postos. A aproximação com Uribe credencia o presidente brasileiro a contribuir para a cicatrização do problema nas relações entre a Colômbia e o Equador, aberto quando da incursão colombiana à área de fronteira do país vizinho, em 1º de março, para um bem-sucedido ataque a um acampamento das Farc no local.
Mais importante para Lula, de todo modo, era superar a relutância de Uribe - cujas razões o governo brasileiro considerava obscuras - diante do polêmico projeto do Conselho de Defesa da América do Sul, concebido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Apresentada na reunião de maio da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Brasília, a proposta foi praticamente ignorada pelos participantes, a começar dos colombianos. Outro interesse do Planalto é o de aquecer o comércio entre os dois países, que movimenta apenas US$ 2 bilhões (com superávit para o Brasil), o que levou à inclusão de empresários na comitiva presidencial. Nesse contexto, deve-se registrar o financiamento de US$ 650 milhões concedido pelo BNDES para que a Camargo Corrêa e a Odebrecht construam uma ferrovia ligando o altiplano colombiano ao litoral atlântico do país, com um ramal que chegará até a siderúrgica recentemente comprada pela Votorantim.
A propósito, antes de chegar a Letícia, Lula esteve em Riberalta, no extremo norte boliviano, onde assinou um protocolo para emprestar ao governo de La Paz US$ 230 milhões, destinados à construção de 508 quilômetros de estradas de rodagem. Riberalta fica no Departamento de Beni, o quarto a votar pela autonomia (depois de Santa Cruz, Pando e Tarija, os mais ricos do país) em relação ao poder central. E em 10 de agosto a Bolívia votará no referendo convocado pelo presidente Evo Morales sobre a sua permanência no governo - derrotado, convocará novas eleições. Naturalmente, a presença de Lula e de dinheiro brasileiro contam pontos para Evo, mas o que parece mover a oferta são interesses de empresas nacionais operando (ou podendo vir a operar) na Bolívia. Esse é o sentido do anúncio genérico do presidente sobre novos investimentos da Petrobrás no país, em joint ventures com a YPFB, a companhia energética nacional.
Desde a nacionalização do setor, em 2006, a Petrobrás investe na Bolívia o estritamente necessário para a manutenção de suas operações. A empresa é o maior produtor e comprador de gás natural boliviano. São 30 milhões de metros cúbicos importados por dia. O suprimento está contratado até 2019. “É necessário que prevaleça a visão de longo prazo”, exortou Lula.
Tuesday, July 22, 2008
Marinha Informa
Marinha do Brasil participa de operação da OTAN
No mês de julho, a Fragata “Liberal” participou, a convite de Portugal, de uma operação militar da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte). Trata-se de exercícios de guerra anti-submarino e de manutenção de paz.Durante a operação, o Navio possuía um helicóptero embarcado e dispunha de tripulação composta por cerca de 350 militares.A LUSA, agencia de notícias de Portugal, publicou matéria sobre a referida operação em seu site. A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 9º Distrito Naval, participa da Comissão de Representação denominada BRACOLPER. Essa Comissão visa ampliar os laços de amizade entre a Marinha do Brasil e as Armadas da Colômbia e do Peru.A BRACOLPER 2008 teve como evento correlacionado o 198º aniversário de Independência da Colômbia, realizado no dia 20 de julho, em Letícia, na cidade colombiana fronteiriça com o Brasil. Nos eventos comemorativos alusivo à data, compareceram os chefes de Estado do Brasil, Colombia e Peru, Luiz Inácio Lula da Silva, Álvaro Uribe e Alan Garcia, respectivamente. Na ocasião, houve desfile militar ao som da Canção do Cisne Branco, executado pela Banda de Música do 9º Distrito Naval, desfilaram em continência às autoridades presentes. Também estavam no desfile, dentre outros, os Ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, Tarso Genro.Como complemento às comemorações pela aniversário de independência da Colômbia e, novamente com a presença dos presidentes dos três paises, foi realizado show público, em Letícia, em celebração à união entre os povos e pela liberdade de seqüestrados na Colômbia, com os cantores colombianos Carlos Vives e Shakira.
AMÉRICA DO SUL
Acordo coloca Brasil no combate às Farc
Documento assinado pelos presidentes Lula e Uribe com o colega peruano prevê patrulhamento conjunto dos rios na fronteira
Entre os acordos na área de defesa assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita à Colômbia, neste fim de semana, um deles especialmente marca um novo patamar no envolvimento do país com os problemas de segurança derivados do conflito interno colombiano. O memorando de entendimento sobre repressão ao tráfico de drogas e armas “e outras atividades delituosas” nos rios da fronteira amazônica, firmado por Lula e pelos vizinhos Álvaro Uribe (Colômbia) e Alan García (Peru), prevê a cooperação entre militares dos três países e a Polícia Federal (PF) brasileira, inclusive na abordagem, interceptação e eventual retenção de embarcações. Embora não a mencione explicitamente, o texto deixa aberta a possibilidade de ações conjuntas contra a guerrilha das Farc — que, no entanto, são citadas em um item que diz respeito à cooperação da população civil com informações sobre movimentações de “grupos armados irregulares”. O acordo trilateral complementa os convênios bilaterais firmados com a Colômbia, nos quais está prevista a intensificação dos contatos, inclusive com manobras conjuntas na fronteira, e até a integração entre a indústria bélica dos dois países. Mas o memorando sobre o patrulhamento dos rios estabelece bases legais para uma coordenação de ações que tem precedentes na prática. E, em última instância, abre portas para que militares brasileiros participem efetivamente de operações que vão além da repressão ao tráfico de armas e drogas. As três partes se comprometem a trocar “informações sobre o trânsito de embarcações supostamente envolvidas em delitos e contravenções”. Em caso de “flagrante delito”, ou quando haja “evidência de que uma embarcação esteja envolvida nos delitos”, o texto prevê que ela seja “imobilizada, assim sua tripulação, pessoal de bordo, cargas e provas” — por forças de qualquer um dos três países. Entre as atividades definidas no memorando está a realização de “operações conjuntas e/ou coordenadas (…) para reprimir os crimes e contravenções” envolvendo unidades dos três países, sempre sob comando da autoridade militar do país em cujos limites a ação se desenvolva — incluindo a PF no caso brasileiro. Está igualmente prevista a troca de “informação tática e de inteligência de caráter estratégico-operacional”, inclusive “durante o desenvolvimento de operações (…), para evitar que delinqüentes ultrapassem a fronteira”. Civis Uma das passagens mais delicadas é a referência à realização de “reuniões com as autoridades civis e habitantes da zona fronteiriça, com o propósito de obter a cooperação de ambos”. Os dois objetos dessa cooperação são “provimento de informações” e a instalação de “redes de comunicação, com a finalidade de alertar as autoridades sobre a presença de grupos armados à margem da lei, narcotraficantes e outras organizações delituosas”. Na prática, essa iniciativa equivale a estender para além das fronteiras colombianas um dos elementos-chaves da política de Segurança Democrática do presidente Álvaro Uribe: o envolvimento da população no esforço de guerra, como informante das forças regulares sobre a movimentação da guerrilha. Na Colômbia, essa política foi acompanhada pelo oferecimento de recompensas, criticado por organizações humanitárias por premiar o envolvimento de civis no conflito armado.Guerrilha rejeita apelo ao desarmamentoDa Redação Em resposta ao apelo de centenas de milhares de colombianos e cidadãos de vários países, que saíram às ruas no domingo para pedir a liberdade de todos os seqüestrados e o fim da luta armada, a guerrilha colombiana reafirmou ontem a decisão de seguir combatendo “enquanto não se acabe com as causas sociais do conflito ou que se instaure um novo poder que estabeleça justiça social”. Em texto publicado pela Agência Bolivariana de Imprensa, Rodrigo Granda e Jesús Santrich, em nome das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), citam o argentino Ernesto Che Guevara, herói da Revolução Cubana: “Em uma revolução, se vence ou se morre”. No texto de quatro páginas, Granda e Santrich asseguram que a sucessão de reveses sofridos desde março último, com a perda de três de seus principais comandantes e o resgate pelo Exército de Ingrid Betancourt e mais 14 reféns, não desencoraja os guerrilheiros. “Golpes são próprios do tipo de luta que empreendemos”, diz a mensagem. Na carta, Granda e Santrich afirmam que as Farc “nunca buscaram o conflito”, e que o mundo tem “uma percepção errada” de sua luta. “Reiteramos que não fomos nós que empurramos a Colômbia para a guerra, e sim aqueles que não fecham para o povo caminho da democracia”, prossegue o texto. Os dirigentes rejeitam os apelos para que as Farc desistam das armas — inclusive por parte do presidente venezuelano, Hugo Chávez: “Ninguém nos deterá, nem as calúnias nem os conselhos de apaziguamento”.
Marinha do Brasil participa de operação da OTAN
No mês de julho, a Fragata “Liberal” participou, a convite de Portugal, de uma operação militar da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte). Trata-se de exercícios de guerra anti-submarino e de manutenção de paz.Durante a operação, o Navio possuía um helicóptero embarcado e dispunha de tripulação composta por cerca de 350 militares.A LUSA, agencia de notícias de Portugal, publicou matéria sobre a referida operação em seu site. A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 9º Distrito Naval, participa da Comissão de Representação denominada BRACOLPER. Essa Comissão visa ampliar os laços de amizade entre a Marinha do Brasil e as Armadas da Colômbia e do Peru.A BRACOLPER 2008 teve como evento correlacionado o 198º aniversário de Independência da Colômbia, realizado no dia 20 de julho, em Letícia, na cidade colombiana fronteiriça com o Brasil. Nos eventos comemorativos alusivo à data, compareceram os chefes de Estado do Brasil, Colombia e Peru, Luiz Inácio Lula da Silva, Álvaro Uribe e Alan Garcia, respectivamente. Na ocasião, houve desfile militar ao som da Canção do Cisne Branco, executado pela Banda de Música do 9º Distrito Naval, desfilaram em continência às autoridades presentes. Também estavam no desfile, dentre outros, os Ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, Tarso Genro.Como complemento às comemorações pela aniversário de independência da Colômbia e, novamente com a presença dos presidentes dos três paises, foi realizado show público, em Letícia, em celebração à união entre os povos e pela liberdade de seqüestrados na Colômbia, com os cantores colombianos Carlos Vives e Shakira.
AMÉRICA DO SUL
Acordo coloca Brasil no combate às Farc
Documento assinado pelos presidentes Lula e Uribe com o colega peruano prevê patrulhamento conjunto dos rios na fronteira
Entre os acordos na área de defesa assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita à Colômbia, neste fim de semana, um deles especialmente marca um novo patamar no envolvimento do país com os problemas de segurança derivados do conflito interno colombiano. O memorando de entendimento sobre repressão ao tráfico de drogas e armas “e outras atividades delituosas” nos rios da fronteira amazônica, firmado por Lula e pelos vizinhos Álvaro Uribe (Colômbia) e Alan García (Peru), prevê a cooperação entre militares dos três países e a Polícia Federal (PF) brasileira, inclusive na abordagem, interceptação e eventual retenção de embarcações. Embora não a mencione explicitamente, o texto deixa aberta a possibilidade de ações conjuntas contra a guerrilha das Farc — que, no entanto, são citadas em um item que diz respeito à cooperação da população civil com informações sobre movimentações de “grupos armados irregulares”. O acordo trilateral complementa os convênios bilaterais firmados com a Colômbia, nos quais está prevista a intensificação dos contatos, inclusive com manobras conjuntas na fronteira, e até a integração entre a indústria bélica dos dois países. Mas o memorando sobre o patrulhamento dos rios estabelece bases legais para uma coordenação de ações que tem precedentes na prática. E, em última instância, abre portas para que militares brasileiros participem efetivamente de operações que vão além da repressão ao tráfico de armas e drogas. As três partes se comprometem a trocar “informações sobre o trânsito de embarcações supostamente envolvidas em delitos e contravenções”. Em caso de “flagrante delito”, ou quando haja “evidência de que uma embarcação esteja envolvida nos delitos”, o texto prevê que ela seja “imobilizada, assim sua tripulação, pessoal de bordo, cargas e provas” — por forças de qualquer um dos três países. Entre as atividades definidas no memorando está a realização de “operações conjuntas e/ou coordenadas (…) para reprimir os crimes e contravenções” envolvendo unidades dos três países, sempre sob comando da autoridade militar do país em cujos limites a ação se desenvolva — incluindo a PF no caso brasileiro. Está igualmente prevista a troca de “informação tática e de inteligência de caráter estratégico-operacional”, inclusive “durante o desenvolvimento de operações (…), para evitar que delinqüentes ultrapassem a fronteira”. Civis Uma das passagens mais delicadas é a referência à realização de “reuniões com as autoridades civis e habitantes da zona fronteiriça, com o propósito de obter a cooperação de ambos”. Os dois objetos dessa cooperação são “provimento de informações” e a instalação de “redes de comunicação, com a finalidade de alertar as autoridades sobre a presença de grupos armados à margem da lei, narcotraficantes e outras organizações delituosas”. Na prática, essa iniciativa equivale a estender para além das fronteiras colombianas um dos elementos-chaves da política de Segurança Democrática do presidente Álvaro Uribe: o envolvimento da população no esforço de guerra, como informante das forças regulares sobre a movimentação da guerrilha. Na Colômbia, essa política foi acompanhada pelo oferecimento de recompensas, criticado por organizações humanitárias por premiar o envolvimento de civis no conflito armado.Guerrilha rejeita apelo ao desarmamentoDa Redação Em resposta ao apelo de centenas de milhares de colombianos e cidadãos de vários países, que saíram às ruas no domingo para pedir a liberdade de todos os seqüestrados e o fim da luta armada, a guerrilha colombiana reafirmou ontem a decisão de seguir combatendo “enquanto não se acabe com as causas sociais do conflito ou que se instaure um novo poder que estabeleça justiça social”. Em texto publicado pela Agência Bolivariana de Imprensa, Rodrigo Granda e Jesús Santrich, em nome das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), citam o argentino Ernesto Che Guevara, herói da Revolução Cubana: “Em uma revolução, se vence ou se morre”. No texto de quatro páginas, Granda e Santrich asseguram que a sucessão de reveses sofridos desde março último, com a perda de três de seus principais comandantes e o resgate pelo Exército de Ingrid Betancourt e mais 14 reféns, não desencoraja os guerrilheiros. “Golpes são próprios do tipo de luta que empreendemos”, diz a mensagem. Na carta, Granda e Santrich afirmam que as Farc “nunca buscaram o conflito”, e que o mundo tem “uma percepção errada” de sua luta. “Reiteramos que não fomos nós que empurramos a Colômbia para a guerra, e sim aqueles que não fecham para o povo caminho da democracia”, prossegue o texto. Os dirigentes rejeitam os apelos para que as Farc desistam das armas — inclusive por parte do presidente venezuelano, Hugo Chávez: “Ninguém nos deterá, nem as calúnias nem os conselhos de apaziguamento”.
Wednesday, July 09, 2008
Rússia reage a escudo antimísseis
País ameaça "mudar posição estratégica" após EUA e República Tcheca firmarem acordo para base
Os Estados Unidos e a República Tcheca assinaram ontem em Praga acordo para instalar uma base de radares ao sudoeste da cidade. O acordo faz parte do plano americano de expandir seu chamado "escudo antimísseis" para o Leste Europeu.
Em reação, o Ministério do Exterior russo disse que, se o escudo vier de fato a ser implantado, será forçado a abandonar a diplomacia e a adotar meios "técnico-militares". No entanto, o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, disse não se tratarem de ações militares, mas sim de uma mudança de "posição estratégica".
Em 2007, o ex-presidente e atual primeiro-ministro Vladimir Putin dissera que o escudo altera o equilíbrio militar na Europa e que a Rússia poderia direcionar mísseis contra países europeus se o projeto seguisse em frente. Washington alega que o escudo protegerá os EUA e seus aliados europeus contra ataques de países inimigos, como o Irã.
O acordo em Praga derruba negociações anteriores entre Moscou e Washington para buscar alternativas que diminuíssem a preocupação do Kremlin de que as instalações sejam usadas para espionagem ou ataque aos sistemas de mísseis russos. Entre as propostas em estudo estava um sistema de defesa multilateral, com a presença de oficiais russos nas bases americanas.
Tchecos contra
Citado pela agência Reuters, o analista militar Pavel Felgenhauer disse que retórica russa busca pressionar o Parlamento tcheco, do qual depende a ratificação do acordo.
Como a coalizão governista de centro-direita tem apenas metade dos votos na Câmara Baixa e a oposição é contrária ao plano, a instalação deverá ser submetida à Casa somente após as eleições gerais de 2010.
O acordo brindado com champanhe pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e pelo chanceler tcheco, Karel Schwarzenberg, foi recebido com o protesto de cerca de mil pessoas numa praça central de Praga. Pesquisas de opinião indicam que dois terços dos tchecos opõem-se ao escudo. A oposição, liderada pelos social-democratas, pedem um referendo.
Durante a Guerra Fria, a República Tcheca pertenceu à esfera de influência soviética. Nos anos 90, após o fim da URSS, o país aderiu à Otan, a aliança militar ocidental.
Polônia
O acordo de ontem em Praga é apenas um passo para a instalação do escudo, que recebeu em abril passado apoio da cúpula da Otan. Na mesma cúpula, porém, numa ostensiva concessão à Rússia, a aliança militar adiou os planos de buscar a adesão das ex-repúblicas soviéticas da Geórgia e da Ucrânia.
O projeto do escudo depende de um acordo com a Polônia, onde seriam instalados dez interceptadores de foguetes. Nesta semana, no entanto, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, condicionou o tratado ao fornecimento ao país, pelos EUA, de sistemas antimísseis de curto e médio alcance.
Outro fator são as eleições americanas. O virtual candidato republicano, John McCain, caso eleito, levará em frente o plano. Já o rival democrata, Barack Obama, ainda não se pronunciou.
Com agências internacionais
Folha de São Paulo Irã promete resposta "esmagadora" se for atacado
Declaração de porta-voz do líder supremo marca escalada de tensão com Israel e americanos por causa do programa nuclear iraniano
Najmeh Bozorgmehr
James Blitz
O Irã ontem ameaçou retaliação contra Tel Aviv, navios americanos no golfo Pérsico e os interesses de Washington em todo o mundo caso sofra um ataque com o objetivo de paralisar o seu programa nuclear.
Em uma escalada das tensões entre o Irã e Israel quanto ao programa de enriquecimento de urânio de Teerã, um importante assessor do aiatolá Ali Khamenei, o líder espiritual supremo, não mediu palavras para definir como seu país responderia a qualquer agressão.
"O regime sionista está colocando os líderes da Casa Branca sob pressão para que encetem um ataque militar ao Irã", disse Ali Shirazi em discurso às forças navais da Guarda Revolucionária, a unidade militar de elite. "Caso eles façam algo de tão estúpido, Tel Aviv e a Marinha dos EUA no golfo Pérsico serão incinerados como alvos iniciais do Irã em sua primeira resposta esmagadora".
Não é a primeira vez que o Irã ameaça retaliação em caso de ataque. Mas o regime vem sendo mais específico quanto à forma que suas ações tomariam, e pela primeira vez apontou Tel Aviv como potencial alvo.
Os comentários de ontem não causaram impacto nos mercados financeiros nem no preço do petróleo. No entanto, a atenção internacional está concentrada na possibilidade de um ataque militar de Israel contra o Irã ainda neste ano.
Um importante diplomata da União Européia estimou nesta semana que as chances de um ataque são de "50%", em primeiro lugar porque Israel acredita que o Irã venha a dominar a tecnologia necessária a produzir uma bomba nuclear em 2010, e em segundo porque a possibilidade de que Barack Obama vença a eleição presidencial nos EUA privaria Israel do apoio necessário para um ataque como esse.
Diplomatas ocidentais dizem que, a partir do segundo trimestre do ano que vem, o Irã terá em operação mísseis antiaéreos adquiridos da Rússia que complicariam qualquer operação israelense contra as suas instalações nucleares.
O endurecimento na retórica se seguiu a uma decisão da marinha americana de conduzir exercícios militares no golfo Pérsico, na segunda-feira.
Washington também anunciou ontem a imposição de sanções unilaterais contra o Irã, entre as quais medidas contra um assessor do aiatolá Khamenei -Yahya Rahim Safavi, que serviu como comandante da Guarda Revolucionária.
As sanções afetam também Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, identificado como cientista sênior do programa nuclear iraniano, e o grupo Tamas, uma empresa identificada pela ONU como responsável por estágios essenciais do programa, entre os quais o enriquecimento do urânio.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
País ameaça "mudar posição estratégica" após EUA e República Tcheca firmarem acordo para base
Os Estados Unidos e a República Tcheca assinaram ontem em Praga acordo para instalar uma base de radares ao sudoeste da cidade. O acordo faz parte do plano americano de expandir seu chamado "escudo antimísseis" para o Leste Europeu.
Em reação, o Ministério do Exterior russo disse que, se o escudo vier de fato a ser implantado, será forçado a abandonar a diplomacia e a adotar meios "técnico-militares". No entanto, o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, disse não se tratarem de ações militares, mas sim de uma mudança de "posição estratégica".
Em 2007, o ex-presidente e atual primeiro-ministro Vladimir Putin dissera que o escudo altera o equilíbrio militar na Europa e que a Rússia poderia direcionar mísseis contra países europeus se o projeto seguisse em frente. Washington alega que o escudo protegerá os EUA e seus aliados europeus contra ataques de países inimigos, como o Irã.
O acordo em Praga derruba negociações anteriores entre Moscou e Washington para buscar alternativas que diminuíssem a preocupação do Kremlin de que as instalações sejam usadas para espionagem ou ataque aos sistemas de mísseis russos. Entre as propostas em estudo estava um sistema de defesa multilateral, com a presença de oficiais russos nas bases americanas.
Tchecos contra
Citado pela agência Reuters, o analista militar Pavel Felgenhauer disse que retórica russa busca pressionar o Parlamento tcheco, do qual depende a ratificação do acordo.
Como a coalizão governista de centro-direita tem apenas metade dos votos na Câmara Baixa e a oposição é contrária ao plano, a instalação deverá ser submetida à Casa somente após as eleições gerais de 2010.
O acordo brindado com champanhe pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e pelo chanceler tcheco, Karel Schwarzenberg, foi recebido com o protesto de cerca de mil pessoas numa praça central de Praga. Pesquisas de opinião indicam que dois terços dos tchecos opõem-se ao escudo. A oposição, liderada pelos social-democratas, pedem um referendo.
Durante a Guerra Fria, a República Tcheca pertenceu à esfera de influência soviética. Nos anos 90, após o fim da URSS, o país aderiu à Otan, a aliança militar ocidental.
Polônia
O acordo de ontem em Praga é apenas um passo para a instalação do escudo, que recebeu em abril passado apoio da cúpula da Otan. Na mesma cúpula, porém, numa ostensiva concessão à Rússia, a aliança militar adiou os planos de buscar a adesão das ex-repúblicas soviéticas da Geórgia e da Ucrânia.
O projeto do escudo depende de um acordo com a Polônia, onde seriam instalados dez interceptadores de foguetes. Nesta semana, no entanto, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, condicionou o tratado ao fornecimento ao país, pelos EUA, de sistemas antimísseis de curto e médio alcance.
Outro fator são as eleições americanas. O virtual candidato republicano, John McCain, caso eleito, levará em frente o plano. Já o rival democrata, Barack Obama, ainda não se pronunciou.
Com agências internacionais
Folha de São Paulo Irã promete resposta "esmagadora" se for atacado
Declaração de porta-voz do líder supremo marca escalada de tensão com Israel e americanos por causa do programa nuclear iraniano
Najmeh Bozorgmehr
James Blitz
O Irã ontem ameaçou retaliação contra Tel Aviv, navios americanos no golfo Pérsico e os interesses de Washington em todo o mundo caso sofra um ataque com o objetivo de paralisar o seu programa nuclear.
Em uma escalada das tensões entre o Irã e Israel quanto ao programa de enriquecimento de urânio de Teerã, um importante assessor do aiatolá Ali Khamenei, o líder espiritual supremo, não mediu palavras para definir como seu país responderia a qualquer agressão.
"O regime sionista está colocando os líderes da Casa Branca sob pressão para que encetem um ataque militar ao Irã", disse Ali Shirazi em discurso às forças navais da Guarda Revolucionária, a unidade militar de elite. "Caso eles façam algo de tão estúpido, Tel Aviv e a Marinha dos EUA no golfo Pérsico serão incinerados como alvos iniciais do Irã em sua primeira resposta esmagadora".
Não é a primeira vez que o Irã ameaça retaliação em caso de ataque. Mas o regime vem sendo mais específico quanto à forma que suas ações tomariam, e pela primeira vez apontou Tel Aviv como potencial alvo.
Os comentários de ontem não causaram impacto nos mercados financeiros nem no preço do petróleo. No entanto, a atenção internacional está concentrada na possibilidade de um ataque militar de Israel contra o Irã ainda neste ano.
Um importante diplomata da União Européia estimou nesta semana que as chances de um ataque são de "50%", em primeiro lugar porque Israel acredita que o Irã venha a dominar a tecnologia necessária a produzir uma bomba nuclear em 2010, e em segundo porque a possibilidade de que Barack Obama vença a eleição presidencial nos EUA privaria Israel do apoio necessário para um ataque como esse.
Diplomatas ocidentais dizem que, a partir do segundo trimestre do ano que vem, o Irã terá em operação mísseis antiaéreos adquiridos da Rússia que complicariam qualquer operação israelense contra as suas instalações nucleares.
O endurecimento na retórica se seguiu a uma decisão da marinha americana de conduzir exercícios militares no golfo Pérsico, na segunda-feira.
Washington também anunciou ontem a imposição de sanções unilaterais contra o Irã, entre as quais medidas contra um assessor do aiatolá Khamenei -Yahya Rahim Safavi, que serviu como comandante da Guarda Revolucionária.
As sanções afetam também Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, identificado como cientista sênior do programa nuclear iraniano, e o grupo Tamas, uma empresa identificada pela ONU como responsável por estágios essenciais do programa, entre os quais o enriquecimento do urânio.
Tradução de PAULO MIGLIACCI
Tuesday, July 01, 2008
Novo mapa dos ricos no mundo
A fatia dos Estados Unidos no bolo dos milionários mundiais está encolhendo.
No ano passado, a população de milionários em países do chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), considerados emergentes, aumentou quase cinco vezes mais rápido que a dos EUA. Foi a maior alteração em termos de criação de milionários desde que os dados da pesquisa começaram a ser divulgados, em 2003.
O número de milionários no Brasil, Rússia, Índia e China subiu 19% em 2007, contra 3,7% nos EUA, segundo relatório produzido pela Merrill Lynch e pela Capgemini.
Os EUA ainda dominam o cenário mundial dos muito ricos. O país conta com mais de 3 milhões de milionários, definidos através do critério de contar com um patrimônio para investimento de US$ 1 milhão ou mais. É um aumento de 100.000 ricaços em relação ao total de 2006.
Mas os países emergentes ficaram no ano passado com o grosso do crescimento no número de ricos. Brasil, China, Índia e Rússia produziram 133.000 novos milionários.
Indianos batem recorde
A população de milionários da Índia cresceu 22,7% ano passado, o ritmo mais rápido do mundo.
Brasil e China
He Guoqiang, membro do Comitê Permanente do Birô Política do Comitê Central do Partido Comunista da China fará uma visita oficial a Brasília, nesta terça-feira. O embaixador chinês, Chen Duqing é quem vai recebê-lo. He Guogiang virá acompanhado de uma delegação oficial composta por seis pessoas, entre elas, o ministro do Departamento Internacional do Comitê Central, Wang Jiarui. No roteiro da visita está a Câmara dos Deputados, onde os chineses irão expressar a relevância da parceria estratégica entre os dois países.
Oportunidades de Negócios
Ainda dentro do assunto sobre o crescimento do mercado chinês, acontece às 9h, na Fibra, o seminário Oportunidades de Negócios na China. O evento será promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e realizado pelo Secretariado Permanente do Fórum para Cooperação Econômica e Comercial da China e Países de Língua Portuguesa.
Jornal do Brasil INFORME JB
Sobre petróleo, dinheiro e armas
Leandro Mazzini
Teorias da conspiração permeiam as confabulações populares em se tratando de interesses dos Estados Unidos. Os EUA sempre monitoraram informações dos outros. Como o petróleo no Brasil. A reserva americana vai durar poucos anos. Daí a necessidade de ocupação do Iraque, grande produtor, e das boas relações com a Arábia Saudita.
Os EUA vão reativar sua IV Frota no Cone Sul. Um porta-aviões modelo Nimitz vai navegar por águas latinas, inclusive brasileiras. Carrega até 90 caças e alguns submarinos nucleares. O combate ao crescente terrorismo foi a justificativa. O Nimtiz surge junto com a descoberta do megacampo de Tupi. Há três meses, dados secretos sobre essas reservas foram roubados no Rio. A PF tratou como furto comum. Cheney tem participação na empresa que cuidava do transporte desses dados no Brasil, em parceria com a Petrobras. Acionista de petrolíferas, foi Cheney quem fez o maior lobby para a reativação da IV Frota. Até que o primeiro barril extraído de Tupi prove o contrário, tudo não passa de conspiração.
Jornal do Brasil Leme pede o fim da favelização
Associação e ONG fazem reunião com moradores e autoridades para acabar com a violência
Cansados da rotina de violência, moradores do Leme decidiram cobrar uma solução para a falta de segurança no bairro diretamente do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Ontem, em reunião com autoridades estaduais da área e também do meio ambiente, eles debateram os problemas que o bairro vem enfrentando e a sensação de insegurança que se instalou na região há mais de um ano.
– Aqui tem tiroteio dia e noite, a situação chegou a tal ponto que alguns moradores chegaram a pensar em blindar suas janelas ou até mesmo deixar o bairro – declarou o presidente da associação de moradores do Leme, Francisco Chagas. – Mas blindar as casas é resolver uma situação individual. Temos que eliminar o problema na base. Por isso esta reunião.
Em carta enviada ao governador Sérgio Cabral, no início de junho, o movimento sócio-ambiental independente dos moradores do bairro, o SOS Leme, mostrou a preocupação com as invasões nas áreas florestais e terrenos privados, já que a infraestrutura do bairro não comporta a ocupação desordenada do solo e o crescimento descontrolado de sua população. Ainda na carta, o grupo afirma que o poder público não pode mais se manter calado diante destes fatos ligados à Segurança e Meio Ambiente.
– O Leme é um bairro pequeno e nós queremos saber quais as propostas do governo para resolver o nosso problema – destacou o coordenador do Movimento SOS Leme, Sebastian Archer. – Queremos relatar nesta reunião o que vem ocorrendo no bairro em função de uma guerra. Mas não queremos falar só de segurança, por isso contaremos, também, com a presença de representantes da Secretaria Estadualç do Meio Ambiente e Assistência Social.
Sitiados pela guerra
Nos últimos quatro meses, os moradores do Leme vêm se sentindo sitiados pela guerra entre quadrilhas de traficantes rivais nos morros do bairro. Freqüentes, os tiroteios pela disputa do controle dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira não apenas assustam como vêm tirando os moradores das ruas, principalmente à noite.
A disputa nos morros teve início em abril quando traficantes de uma quadrilha, ligada à favela da Rocinha, em São Conrado, invadiram e expulsaram o grupo rival, que dominava as duas comunidades no Leme. Desde então, os confrontos têm sido constante. No pior deles, em pleno feriado de Corpus Christi, a guerra chegou ao asfalto. À noite, depois de uma invasão pela mata, até um espetáculo no Teatro Villa-Lobos, na Avenida Princesa Isabel, teve que ser cancelado.
A fatia dos Estados Unidos no bolo dos milionários mundiais está encolhendo.
No ano passado, a população de milionários em países do chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), considerados emergentes, aumentou quase cinco vezes mais rápido que a dos EUA. Foi a maior alteração em termos de criação de milionários desde que os dados da pesquisa começaram a ser divulgados, em 2003.
O número de milionários no Brasil, Rússia, Índia e China subiu 19% em 2007, contra 3,7% nos EUA, segundo relatório produzido pela Merrill Lynch e pela Capgemini.
Os EUA ainda dominam o cenário mundial dos muito ricos. O país conta com mais de 3 milhões de milionários, definidos através do critério de contar com um patrimônio para investimento de US$ 1 milhão ou mais. É um aumento de 100.000 ricaços em relação ao total de 2006.
Mas os países emergentes ficaram no ano passado com o grosso do crescimento no número de ricos. Brasil, China, Índia e Rússia produziram 133.000 novos milionários.
Indianos batem recorde
A população de milionários da Índia cresceu 22,7% ano passado, o ritmo mais rápido do mundo.
Brasil e China
He Guoqiang, membro do Comitê Permanente do Birô Política do Comitê Central do Partido Comunista da China fará uma visita oficial a Brasília, nesta terça-feira. O embaixador chinês, Chen Duqing é quem vai recebê-lo. He Guogiang virá acompanhado de uma delegação oficial composta por seis pessoas, entre elas, o ministro do Departamento Internacional do Comitê Central, Wang Jiarui. No roteiro da visita está a Câmara dos Deputados, onde os chineses irão expressar a relevância da parceria estratégica entre os dois países.
Oportunidades de Negócios
Ainda dentro do assunto sobre o crescimento do mercado chinês, acontece às 9h, na Fibra, o seminário Oportunidades de Negócios na China. O evento será promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e realizado pelo Secretariado Permanente do Fórum para Cooperação Econômica e Comercial da China e Países de Língua Portuguesa.
Jornal do Brasil INFORME JB
Sobre petróleo, dinheiro e armas
Leandro Mazzini
Teorias da conspiração permeiam as confabulações populares em se tratando de interesses dos Estados Unidos. Os EUA sempre monitoraram informações dos outros. Como o petróleo no Brasil. A reserva americana vai durar poucos anos. Daí a necessidade de ocupação do Iraque, grande produtor, e das boas relações com a Arábia Saudita.
Os EUA vão reativar sua IV Frota no Cone Sul. Um porta-aviões modelo Nimitz vai navegar por águas latinas, inclusive brasileiras. Carrega até 90 caças e alguns submarinos nucleares. O combate ao crescente terrorismo foi a justificativa. O Nimtiz surge junto com a descoberta do megacampo de Tupi. Há três meses, dados secretos sobre essas reservas foram roubados no Rio. A PF tratou como furto comum. Cheney tem participação na empresa que cuidava do transporte desses dados no Brasil, em parceria com a Petrobras. Acionista de petrolíferas, foi Cheney quem fez o maior lobby para a reativação da IV Frota. Até que o primeiro barril extraído de Tupi prove o contrário, tudo não passa de conspiração.
Jornal do Brasil Leme pede o fim da favelização
Associação e ONG fazem reunião com moradores e autoridades para acabar com a violência
Cansados da rotina de violência, moradores do Leme decidiram cobrar uma solução para a falta de segurança no bairro diretamente do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Ontem, em reunião com autoridades estaduais da área e também do meio ambiente, eles debateram os problemas que o bairro vem enfrentando e a sensação de insegurança que se instalou na região há mais de um ano.
– Aqui tem tiroteio dia e noite, a situação chegou a tal ponto que alguns moradores chegaram a pensar em blindar suas janelas ou até mesmo deixar o bairro – declarou o presidente da associação de moradores do Leme, Francisco Chagas. – Mas blindar as casas é resolver uma situação individual. Temos que eliminar o problema na base. Por isso esta reunião.
Em carta enviada ao governador Sérgio Cabral, no início de junho, o movimento sócio-ambiental independente dos moradores do bairro, o SOS Leme, mostrou a preocupação com as invasões nas áreas florestais e terrenos privados, já que a infraestrutura do bairro não comporta a ocupação desordenada do solo e o crescimento descontrolado de sua população. Ainda na carta, o grupo afirma que o poder público não pode mais se manter calado diante destes fatos ligados à Segurança e Meio Ambiente.
– O Leme é um bairro pequeno e nós queremos saber quais as propostas do governo para resolver o nosso problema – destacou o coordenador do Movimento SOS Leme, Sebastian Archer. – Queremos relatar nesta reunião o que vem ocorrendo no bairro em função de uma guerra. Mas não queremos falar só de segurança, por isso contaremos, também, com a presença de representantes da Secretaria Estadualç do Meio Ambiente e Assistência Social.
Sitiados pela guerra
Nos últimos quatro meses, os moradores do Leme vêm se sentindo sitiados pela guerra entre quadrilhas de traficantes rivais nos morros do bairro. Freqüentes, os tiroteios pela disputa do controle dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira não apenas assustam como vêm tirando os moradores das ruas, principalmente à noite.
A disputa nos morros teve início em abril quando traficantes de uma quadrilha, ligada à favela da Rocinha, em São Conrado, invadiram e expulsaram o grupo rival, que dominava as duas comunidades no Leme. Desde então, os confrontos têm sido constante. No pior deles, em pleno feriado de Corpus Christi, a guerra chegou ao asfalto. À noite, depois de uma invasão pela mata, até um espetáculo no Teatro Villa-Lobos, na Avenida Princesa Isabel, teve que ser cancelado.
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